quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Danças Circulares e Simbolismo do Círculo



Livro: Danças Circulares Sagradas

Danças Circulares


As Danças Circulares representam uma retomada de antigas formas de expressão de diferentes povos e culturas, acrescidas de novas criações, coreografias, ritmos e significações próprias do homem inserido na realidade atual.

Uma vez que a maioria dessas danças está ligada à história dos povos, trazem, na sua essência, a qualidade de estimular a socialização e de resgatar o caráter participativo, incluindo todos os indivíduos, sem distinção ou hierarquia.

Os diversos ritmos e passos experimentados possibilitam uma ampliação no repertório de movimento de cada participante. Compartilhando-os com o grupo, cria-se uma linguagem particular que se estabelece com a dança e que vai sendo decifrada e assimilada por cada indivíduo à sua maneira.

Ao dançar em roda, o indivíduo coloca-se em contato com o seu corpo em movimento, com o seu ser em expressão e com o grupo, estabelecendo e transformando suas relações sociais. É um instrumento para a ampliação da consciência individual e grupal.

O Simbolismo do Círculo

A formação circular presente nessas Danças expressa um significado importante, pois o círculo - como um dos símbolos mais poderosos e uma das grandes imagens primordiais da Humanidade - representa a totalidade completa, quer no Tempo, quer no Espaço.

Exemplificando, Joseph Campbell declara que o aspecto espacial é definido na medida em que "tudo dentro do círculo é uma coisa só, circundada e limitada", enquanto o aspecto temporal diz respeito ao fato de que "você parte, vai a algum lugar e sempre retorna".

São infinitas as imagens circulares encontradas no mundo. De acordo com Erich Neumann, esses símbolos continuam tão vivos hoje quanto sempre estiveram, e têm seu lugar não só na arte e na religião, mas também nos processos da psique individual, manifestos em sonhos e fantasias. Para o autor, enquanto o homem existir, a perfeição continuará a manifestar-se "como o círculo, a esfera e o redondo" , expressões do estado perfeito em que os opostos estão unidos.

Em suas obras, C G. Jung refere-se às "mandalas" - palavra sânscrita que significa círculo - como símbolo do "si-mesmo", a totalidade da personalidade. Para ele, a meta do desenvolvimento psíquico é o "si-mesmo", e a aproximação em direção a ela não é linear, mas circular. Apresentada desta forma, a mandala simboliza também a individuação, pois torna-se a expressão do caminho que conduz ao centro.

Em uma estrutura circular, todos os pontos giram em torno de um centro e estão à mesma distância dele, fato que confere a este símbolo qualidades de igualdade e de unidade.

Da mesma forma, dançar em círculo nivela todos os indivíduos, eliminando a hierarquia e permitindo que, através do olhar, todos se reconheçam como participantes igualmente valiosos nessa configuração.

O movimento cadenciado, o ritmo e a participação de cada um na harmonia grupal fazem com que o círculo seja vivenciado como símbolo vivo e pulsante.

Ana Lúcia B. da Costa

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O Chamado da Montanha


"Tudo que se modificou profundamente mudou primeiro na consciência de cada ser humano. Os físicos modernos comprovam, através de processos holográficos, que "tudo é um" e que, se assim é, a conscientização de uma só pessoa modifica a consciência de milhares de outras; a conscientização de um milhão de pessoas pode modificar a consciência de 100 milhões, e a consciência desses 100 milhões pode modificar a de um bilhão de seres humanos" (Joachim-Ernest Berendt)


O número de pessoas que vem buscando uma integração do ser e uma harmonia com a vida vem sendo evidenciado principalmente pelas Ecovilas, Ecoaldeas, Assentamentos Humanos Sustentáveis ou Comunidades Sustentáveis.

As ecovilas, geralmente se formam com pequenos grupos de pessoas que decidem criar uma comunidade intencional, construindo sua sinergia e reciprocidade. 

Ao longo dos últimos anos, as experiências das ecovilas no mundo, nos mostram a importância de considerarmos a adoção de uma visão ecológica, a preocupação no desenvolvimento de habilidades de comunicação, os processos norteadores da economia local, promoção da cultura e arte e ritos espirituais coletivos. 

Esta é uma forma, este é um caminho. Não existem receitas, cada comunidade vai se formando à medida que as pessoas estão trocando e criando. A abertura para a diversidade em uma unidade é um chamado para ir além. 

Vamos?






Comunicado de Prensa Llamado de la Montaña 2012

LLAMADO DE LA MONTAÑA 2012, ENCUENTRO IBEROAMERICANO DE ECOALDEAS



Al norte del Cauca, municipio de Cajibío, se realizó el LLAMADO DE LA MONTAÑA 2012, el mayor encuentro mundial de iniciativas y asentamientos ecológicos sustentables de Iberoamérica, que contó con 421 participantes, de 26 países, de los cuales 126 participaron bajo acuerdos de economía solidaria. Una festiva y eficiente confluencia de trabajo solidario, convivencia y respeto que reunió asistentes de  Alemania, Ecuador, Chile, Japón, España, Argentina, Estados Unidos, México, Venezuela y Brasil con propuestas y acciones ecológicas, sociales y artísticas. El Cauca, una zona que otrora fue nombrada como eje de conflictos es hoy escenario de transformación; y hasta ayer fue el telón que del 7 al 14 de Enero albergó al Consejo de Visiones, un movimiento autónomo organizado en torno a la tierra, la paz y el buen vivir –Sumak Kawsay-.    Este proceso tiene sus frutos en el Consejo de Asentamientos Sostenibles de las Américas –CASA-, donde la permacultura, la diversidad, la unidad y la inteligencia colectiva son las fortalezas para el cambio social, practicado por una red de personas, organizaciones, colectivos, artistas, ecoaldeas, ecobarrios, artesanos, agricultores y ecomunidades.  El centro de reuniones fue la Maloka Bambasa ubicada en la ecoaldea Atlántida y construida de guadua retomando la practica ancestral de la en minga, y que expresa los más altos valuartes de la arquitectura sustentable.  
En palabras de Hector Buitrago del grupo Aterciopelados “con este evento nos preparamos  para afrontar las transformaciones del 2012 y fortalecer la red de artistas conscientes de Colombia”.


Otros participantes destacados y sus aportes más significativos fueron: Alberto Ruz de la Caravana Arcoiris por la Paz  “este es un encuentro de tribus, un concilio de culturas. Se trata del punto cúspide de la integración de las culturas de todo el mundo”.  Pedro medina, empresario colombiano y cofundador de Yo creo en Colombia “estos han sido los 5 días de mayor aprendizaje de mi vida; es necesario que este movimiento alcance las diferentes esferas de la sociedad colombiana”.  Holger Hieronimi, experto en permacultura y fundador de Tierramor “hoy no basta con ser sostenible, no podemos sostener la forma de vida que llevamos, precisamos desarrollar una cultura regenerativa”.Emilio Fiel Miyo, referente mundial del cambio planetario “el machismo afecta negativamente a hombres y mujeres, por ello la liberación femenina se da en ambos a través del despertar de la energía creadora.  Este encuentro es una convocatoria a todos los guerrer@s que conforman la humanidad, aceptarnos como somos, integrando nuestra luz y sombra”. Bruno de Sacha Wasi, un agricultor andino amazónico con más de 45 años desarrollando saberes técnicos de permacultura que recogen la sabiduría ancestral latinoamericana nos pone de presente que “la tierra sabe lo que necesita, y los indígenas  que han sabido escucharla, son una pieza clave en la siembra de la nueva humanidad”. Diana Leafe, miembro del consejo de la Red de Ecoaldeas de las Americas y embajadora de GEN Europa expuso los aspectos fundamentales de la Holocracia, un sistema de organización armónico y horizontal que se manifiesta en su obra “creando una vida juntos“.  Barbara Stützel del foro ZEGG, compartió su experiencia como ecoaldeana, un proceso maduro que transformó una cárcel de mujeres en ecoaldea y que lleva 20 años de siembra. Rikki Nitzkin, Tejedora de redes y fundadora de la Red de Construcción con Paja “tenemos el derecho y la responsabilidad de crear el mundo en el que queremos vivir”.

Pachamama, Antakarana, Red Kunagua y Aldea feliz fueron  la sede de los anteriores encuentros del Llamado de la Montaña que se vienen realizando desde hace seis años en distintas ecoaldeas del país.  Esto ha sido posible gracias a la constante labor del equipo motor de Renace conformado por Beatriz Arjona, Jorge Calero, y encabezado por Carlos Rojas, arquitecto ecológico y fundador de la Aldea Feliz ubicada en San Francisco Cundinamarca.  Este año, se integró el Consejo de Visiones como un mandala cuyo centro es la unidad planetaria, y sus pétalos son distintos consejos: arte y cultura, ecología, economía solidaria, redes y movimientos sociales, espiritualidad, sanación, jóvenes, educación, nuevo tiempo y ecoaldeas. En síntesis, un encuentro que evidencia la pertinencia del cambio y reafirma el acuerdo global por la unidad, la solidaridad, la transformación y la sustentabilidad; una encuentro de la nueva humanidad que practica una forma de existir en armonía con la tierra en el campo y en la ciudad.
Para el 2013 se realizarán 4 encuentros simultáneos regionales en Valle del Cauca, Cundinamarca, Quindío y Antioquia.